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terça-feira, 26 de julho de 2011

PREGAS VOCAIS.

Somos seres em constante necessidade de comunicação e por que não falarmos um pouco sobre a importância da nossa voz? A Fala, afinal, é a principal característica da comunicação verbal onde a VOZ é utilizada como instrumento deste processo comunicativo.
Como funciona sua voz.
A voz humana é produto da nossa evolução, resultado de um trabalho conjunto dos sistemas nervoso, respiratório e digestivo, de músculos, ligamentos e ossos, atuando harmoniosamente para que se possa obter uma emissão eficiente. É produzida quando o ar expiratório (expulso dos pulmões pelo diafragma) passa pelas pregas vocais e por nosso comando neural por meio de ajustes musculares fazendo pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas vocais, fazendo-as vibrarem. É importante sabermos que as pregas vocais (ou cordas vocais), que são dois pares de músculos, localizam-se na Laringe.
A voz sofre muita influência de hormônios e de nossas emoções. É comum ouvir pessoas que estão muito tristes ou nervosas, roucas. Ela pode dizer quando estamos interessados em alguém, quando estamos cansados, quando estamos tristes, alegres, nervosos, quando acabamos de acordar, quando estamos em um ambiente ruidoso, quando estamos calmos ou quando estamos exercendo uma atividade em que a voz é o diferencial, entre outros.
Aplicação da sua voz.
A voz pode ser falada ou cantada. No primeiro caso, vão desde a simples necessidade de comunicação verbal do cotidiano à utilização profissional dela por atores, apresentadores, jornalistas, padres, professores, locutores, vendedores, ministros do evangelho e uma infinidade de outros profissionais que a utilizam no cotidiano do trabalho. A emoção tem influência fundamental e a voz é um dos aspectos mais importantes para que a emoção do orador se transforme num poderoso recurso de persuasão. É importante que a pessoa saiba utilizar bem a voz, com volume apropriado para o ambiente em que se apresenta, com velocidade que interprete o seu sentimento e com pronúncia clara para que todos possam compreender, sem esforço, a sua mensagem. Podemos, também, utilizar nossa voz para cantar. As pregas vocais apresentam limites de extensão que atingem somente algumas notas da região aguda e também algumas notas da região grave. Devido a esse limite sonoro podemos classificar as vozes em masculina (baixo, barítono e tenor) e feminina (contralto, meso-soprano e soprano).
Para que você possa cantar, é necessário conhecer bem sua extensão vocal. Todos nós somos limitados e precisamos saber até onde podemos chegar. Para voz-cantada, usamos três “registros”: graves (encontram-se na região abdominal), médio (região peitoral), agudo (na região do crânio). Pelo fato de passearmos por estes três registros o tempo todo quando estamos cantando, a passagem de um registro para o outro deve ser bem ajustada para que a sonoridade não fique deficiente.
Desmascarando alguns mitos.
Um breve esclarecimento: as pregas vocais não estão localizadas no Esôfago, como muita gente pensa. E, sim, na Laringe. Isto acaba “detonando” o mito de que comer ou beber isto ou aquilo limpa ou suja suas pregas vocais. Ledo engano! As pregas vocais localizam-se na Laringe e o alimento que é ingerido não passa por ela. A partir desta notícia, a gente começa a refletir sobre uma série de informações que nos foram passadas, muitas vezes, em cursos de Canto sobre os cuidados com a voz.
Você já deve ter ouvido falar nas “famosas” receitas de chá de limão, gemada, canja de galinha, leite quente antes de dormir, gargarejos de limão e vinagre, gargarejos de coca-cola esquentada no microondas, chá de pata de caranguejo, etc... Bom, todos com certeza fazem muito bem à saúde, de certa forma. Porém, dentre estes, especificamente para o cuidado vocal, comer MAÇÃ antes de cantar é realmente muito bom para a GARGANTA (nada a ver com as pregas vocais), pois esta fruta ajuda combater a secura e, além de ser adstringente “Contração” facilita a articulação. Alimentos cítricos (como laranja e limão) também são bons para eliminar secreções.
Algumas dicas interessantes.
  Um fato interessante é sobre a não-utilização de alimentos gelados (como líquidos frios, sorvetes, picolés, sacolés, etc.) devido ao “choque térmico” vocal. Mas ao mesmo tempo em que se evitam os gelados, alguns não vêem problemas ao ingerir alimentos quentes.
Vamos analisar: o corpo humano funciona em uma temperatura média de 37ªC. Ao ingerir alimentos gelados, como os citados anteriormente, estes estão com uma temperatura média entre 0ªC e 2ªC. Porém, um café quentinho e saboroso (ou até mesmo um chocolate quente) tem sua temperatura média variando entre 67ªC e 75ªC. Entende-se por choque térmico como uma brusca diferença de temperatura. Conclui-se que não apenas o “muito gelado” como também o “muito quente” fazem mal à garganta, já que a diferença de temperatura (como nos exemplos citados) situa-se em torno dos 35ªC podendo causar, inclusive, uma afonia (ou seja, a perda momentânea da voz). Como reação de defesa ao "choque", as pregas vocais descarregam uma secreção mucosa em excesso. Detalhe: pregas vocais “aquecidas” não significam pregas vocais “quentes”. Dizemos que estão aquecidas quando estão preparadas para o canto, ou seja, sem o excesso de secreção (que foi eliminada pelo aquecimento vocal correto) e com a devida flexibilidade, também alcançada pela correta aplicação de exercícios vocais.
Evitar dormir de cabelos umedecidos (molhados) ou ainda evitar a exposição contínua a correntes de ar (o uso de ventiladores em posição fixa) também é uma boa dica.
Tão importante quanto o aquecimento vocal é o “desaquecimento” após a utilização da voz (como por exemplo, no canto) e pode ser feita através de bocejos e da aplicação de exercícios vocais utilizando notas graves para o relaxamento das pregas vocais.
Evite a utilização de balas, pastilhas ou spray com propriedades anestésicas antes do discurso ou apresentação; ou ainda o gengibre, cravos e própolis, pois sua garganta pode estar em estado infeccioso e, anestesiar a mesma, pode fazer com que você abuse de sua voz falando mais alto ou mais forte, mascarando a dor do esforço vocal.
Quanto aos gargarejos, o único indicado é o de Água e Sal. Esta mistura é a única que não destrói a mucosa do "trato vocal" (caminho percorrido pela voz das pregas até a boca). Qualquer outra mistura destrói esta mucosa, a exemplo do gargarejo de limão e vinagre.
Alimentos como o leite e seus derivados, chocolates e alimentos gordurosos (como as frituras), aumentam a secreção do muco do trato vocal prejudicando a ressonância e produzindo pigarro.
A questão da HIDRATAÇÃO, sem dúvida, é uma das melhores dicas. Beber bastante água é essencial para o bom funcionamento das pregas vocais fazendo com que sua mucosa não fique ressecada e possa trabalhar de maneira adequada. O ideal seria que bebêssemos dois litros de água por dia (incluindo os refrescos e líquidos presentes nos alimentos).
 Se você faz esforço para falar e apresenta pigarros persistentes, urina escura, saliva grossa ou até mesmo muita sede, é provável que sua hidratação esteja insuficiente.
Pra quem utiliza a voz falada, beber água é muito importante. Mais importante ainda são para os que fazem utilização da voz para cantar:
 A hidratação deve ser feita várias vezes ao dia. Em vez de tossir ou pigarrear, prefira engolir e tomar bastante água. A tosse e o pigarro são "hábitos vocais" que podem prejudicar a voz, uma vez que o atrito brusco que ocorre entre as pregas vocais, cada vez que tossimos, pode provocar, em longo prazo, o que popularmente chamamos de "calos vocais".
Já que estamos falando de hidratação, por que não falarmos em lubrificação? O MEL também pode ser utilizado para proporcionar a sensação de alívio, não tem propriedade anestésica e não possui contra-indicações. No caso das infecções é bastante indicado, mas evite-o misturado à própolis. Apesar de a própolis ser bastante indicada para pessoas que estão passando por processo infeccioso, infelizmente possui o efeito anestésico. Caso seja preciso o uso da própolis, faça-o apenas durante os momentos em que não seja preciso falar ou cantar.
Espero que a leitura deste artigo que abordou aspectos que vão desde o funcionamento técnico da voz até o aprendizado de dicas para a boa utilização dela “voz falada ou voz cantada” tenha esclarecido muitas dúvidas e derrubado alguns mitos (como as famosas "receitas", etc.) e que, com certeza, possam ser aplicados a você que ministra louvor & adoração na sua comunidade evangélica, além daqueles que ministram o evangelho “como líderes de células, pastores, bispos".  

quinta-feira, 14 de julho de 2011

QUALIDADES OU PROPRIEDADES BÁSICAS DO SOM.

São quatro (4) as qualidades básicas do som:
Altura, Duração, Intensidade e Timbre. 
Altura - É a capacidade de um som ser mais agudo ou mais grave que o outro. A altura do som depende da freqüência ou da sua vibração e pode ser grave, médio ou agudo.
     A partir de certa altura os sons agudos vão progressivamente saindo de nossa faixa de percepção. A sua afinação soa distorcida e eles vão perdendo intensidade até desaparecer para nós, embora sejam escutáveis por um cão, por exemplo.
     O movimento que faz passando do som grave para o som agudo chama-se movimento ascendente e o movimento que se faz do som agudo para o som grave, chama-se movimento descendente. Adotamos a analogia usual que relaciona passagem do som grave para o agudo como ato de subir e a do agudo para o grave de descer, embora saiba na realidade física, que o som não tem as propriedades de subir ou descer, uma vez que é a freqüência das ondas sonoras que determina a sua altura.
Duração – É a capacidade de um som demorar mais ou menos que o outro, é também aplicável ao silêncio. Pela duração os sons podem ser mais curtos ou mais longos e os silêncios também podem ser longos ou curtos.
     É preciso lembrar, no entanto, que em música duração e altura se apresentam ao mesmo tempo um nível necessariamente do outro, um funcionando como portador do outro. É impossível a um som se apresentar sem durar minimamente que seja, assim como é impossível uma duração sonora se apresentar concretamente sem se encontrar numa faixa qualquer de altura, por mais indefinida e próxima do ruído que essa altura possa ter.
Intensidade – É a capacidade de um ser mais forte ou mais fraco que o outro; a intensidade do som forte, médio ou fraco depende da amplitude de suas vibrações.
Timbre – Faça a seguinte experiência: Dê três (3) batidas na carteira e depois mais três (3) batidas de palmas, estes sons podem ter a mesma intensidade, a mesma duração e a mesma altura, mas, com os olhos fechados poderá distinguir um do outro, é o timbre que  permite saber qual o objeto ou instrumento que produziu o som, isto é,  qualidade que depende em primeiro lugar do material sonoro, madeira, metal membrana e etc. Em segundo lugar, da maneira de se obter  o som, percussão, fricção ou pressão.
    São os feixes de ondas mais densos ou mais esgarçados, mais concentrados no grave ou no agudo, são em suma, os componentes da sua complexidade produzida pelo objeto que gerou dão ao som a singularidade colorística que chamamos de
 Timbre.
     Uma mesma nota, ou seja, uma mesma altura produzida por uma viola, um clarinete ou um xilofone, soa completamente diferente graças a combinação de comprimento de ondas que são ressoadas pelo corpo de cada instrumento. É o timbre que nos permite diferenciar pela audição de um instrumento musical do outro ou da voz de uma pessoa para outra.
       Através das alturas e durações, timbres e intensidades o som se diferencia ilimitadamente: As durações produzem as figuras rítmicas, as alturas produzem os movimentos melódicos e harmônicos, os timbres produzem a multiplicação colorística das vozes, as intensidades produzem as quinas e curvas de força de sua emissão.

     A T I V I D A D E   D E   F I X A Ç Ã O.

01 – Bata nos traços verticais correspondentes aos sons agudos e bata os pés nos traços verticais correspondentes aos sons graves:

a -  agudos.          //      ////     ///     /
      graves.      //     ////      ///      /


b -  agudos.     ////       ///        //       /
      graves             ////      ////     ////    ////

c -  agudos.     /     /         ///       ////      //        /
      graves.         /       /         ///       ////      //

Execute com a voz em seguida as letras A, B, e C, graves e agudos.
02 – Uma com as linhas as palavras que se correspondem;
     
      - Fraco                                   
      - Agudo                                             Altura
      - Forte  
      - Longo                                              Duração
      - Grave
      - Curto                                               Intensidade
03 – De olhos fechados, você é capaz de imaginar se uma série batida foi dada por um lápis ou por palmas?
        Sublinhe entres as qualidades do som selecionadas abaixo,
Aquela que lhe permite fazer esta distinção;
Intensidade                                  Timbre
Altura                                          Duração.
       Canto evangélico é formado por duas áreas; Unção e técnica. A parte técnica alcança sua plenitude, quando composta de; Afinação, Andamento e Expressão.